
PAC do Saneamento não será afetado pela crise
O ministro das Cidades, Márcio Fortes, tem afirmado que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ligadas ao saneamento ambiental e habitação não serão afetadas por possíveis reflexos da crise financeira internacional na economia brasileira.
Segundo Fortes, não haverá restrição de recursos para o chamado PAC do Saneamento porque, a verba utilizada nessas obras não depende de empréstimos ou investimentos internacionais.
"A minha área de financiamento passa toda por recursos do Fundo de Garantia [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço]. Então, não tem nada a ver com recursos internacionais. Nessa área não vai ter nenhum problema. O próprio presidente tem dito que obra do PAC não vai sofrer restrição", afirmou o ministro.
Fortes defendeu a vinculação direta do PAC com o governo federal e não como as gestões estaduais ou municipais para evitar a utilização de propaganda eleitoral inadequada das obras.
"As obras têm que existir, porque o objetivo é trazer o benefício para todos. Agora, se alguém vai usar ou não o PAC para fins errados, cada um há de fazer o que bem achar. Só é preciso explicar o seguinte: o PAC tem a marca do presidente Lula, tem o selo do coração do presidente", comentou.
De acordo com o ministro, o acompanhamento das obras minimiza o uso do programa para fins errados. "O PAC não é só anúncio, a obra tem que ser acompanhada", apontou. Fortes anunciou os balanços nacionais do andamento do programa, conduzido pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. "Estamos tendo um levantamento nacional da situação das obras. Posso dizer que os cronogramas estão bons", adiantou.