
Suzano e Veracel tomam caminhos diferentes diante da crise
Muitas empresas no país estão fazendo a mesmca coisa. Uma por motivos de viverem da especulação do dolar, no mercado nacional, outras por motivos de adequação. A crise para algumas empresas começa nos medos que o mercado impõe, e ela se deixam levar se se preocuparem com a criatividade que as crises exigem dos envolvidos.
A Suzano Papel e Celulose anunciou que, na primeira semana de novembro, vai parar a produção da sua unidade industrial em Mucuri, município do extremo sul baiano, situado a 975 km de Salvador, por causa da crise financeira mundial. Segundo o comunicado da empresa. A paralisação tem como objetivo reduzir a capacidade de produção em pelo menos 30 mil toneladas de celulose, menos de 2% da produção anual de 1,6 milhão.
Embora fosse previsível, já que é uma empresa que atua intensamente na exporação de seus produtos, e muito limita na criação de novos mercados, principalmente aqueles que estão fora das linhas desenvolvidas.
A decisão, é “em função da redução da demanda por celulose em determinados mercados asiáticos, especialmente o chinês”. A paralisação garantiria a retomada do equilíbrio entre a oferta e a demanda mundiais, impedindo que haja a redução dos preços.
Economistas condenam situações assim, quando antecipadamente, ou mesmo, neste momento de desaceleração nas economias que compram nossos produtos, as empresas brasileiras não se lançam a encontrar novos mercados, basicamente aqueles que não estão tão comprometidos com as indecisões do eixo América-Europa.
Não foram dadas informações sobre o que acontecerá com os 1.950 funcionários da unidade de Mucuri durante o período de suspensão das atividades.
Quanto à Veracel, quando questionada se seguiria os mesmos passos da Suzano, informou que não recebeu orientação das suas empresas acionistas, Aracruz e Stora Enso, para reduzir o ritmo de produção, que somente no primeiro semestre de 2008 lançou no mercado 530.827 toneladas de celulose.
Não tanto a Aracruz, mas Stora Enso se credibiliza no mercado mundial, desde há muito tempo, como empresa inovadora, enfrentadora de situações adversas. Analistas acreditam que se trata de um momento ímpar para ela, saber driblar o momento e fazer novos destinos para seu produto.
A Veracel diz que, essa não é uma possibilidade totalmente descartada. A Aracruz, maior fornecedora de celulose para o mercado internacional, no Brasil, pretende limitar a oferta do produto até o final do ano, realizando paradas programadas na unidade de Barra do Riacho, no Espírito Santo. Além disso, as outras duas grandes empresas brasileiras exportadoras de celulose, Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Cenibra divulgaram que estão analisando o mercado e devem adotar medidas semelhantes.
Apesar das decisões das fabricantes de celulose, a redução da produção das quatro empresas deverá ser de no máximo 5%, já que os contratos junto às empresas responsáveis pelos navios que transportam o produto inviabilizam mudanças mais acentuadas no volume negociado.
A economia mundial está esperando um novo Brasil, com suas empresas, depois que esta crise mundial se acalmar mais, e as iniciativas de nossas indústrias, em buscar novos caminhos para que ronda o mundo, fará com que isto seja uma realidade.