20081119

Reportagem 104 - Investigações


Pedofilia no Extremo Sul



Vez por outra, uma nova moda toma conta das lutas e preocupações da sociedade. Algumas delas são apenas nacionais ou só regionais, mas há algo acontecendo no mundo, em relação à pedofilia. A humanidade está acordando para algo que apenas era considerado como “questão cultural”.
Os jornais internacionais, bem como os que circulam pelo Brasil, estão votados para este crime, que assim tem sido considerado, graças à intervenção da ONU. Tantas notícias, a pesar de tanta “caça às bruxas” está dando a transparecer que esta prática é muito mais comum do que podemos imaginar.
Em Teixeira de Freitas há um bom grupo de pessoas voltadas a esta preocupação. Em várias entrevistas que temos promovido, a Promotoria de nossa comarca tem sido claramente repetida, o que tem dado muita seriedade a esta atenção em nossa sociedade.
Pessoas ligadas ao Poder Judiciário, em nossa cidade, dão razões para se crer na dificuldade que se tem em fazer um trabalho mais eficiente, neste sentido. Há dificuldades no próprio aparelho policial, dificuldades nos trâmites da Justiça, e também, principalmente, há uma série de dificuldades na sociedade, tanto em relação aos que sofrem abusos, suas famílias e amigos, quanto em relação ao procedimento de todos quando ficam sabendo do crime.
Outro fator interessante nisto, e muito notório por todo país, pelos Estados da Federação, também presente em nossa cidade, são os envolvidos com esta prática, “são pessoas de classes abastadas”, diz um dos entrevistados, “são pessoas, até, que deveriam estar na caça dos criminosos neste mesmo crime”, continua outro.
Mas, as coisas não são mais como antes, às encobertas ou sem o pavor social.
Consultado, um agente, muitos anos atuante nestes tipos de crimes, afirma, sobre nossa cidade, que, “proporcionalmente, em relação à nossa região, estamos na 5º posição em ocorrências registradas e não registradas em delegacia, pois ainda perdemos para outras cidades praianas; mas estamos em primeiro lugar em relação às demais cidades, em todo o Extremo Sul.”
Ele qualifica como “boa” a atuação da Polícia, diante dos casos registrados, mas culpa “a pouca informação sobre o caso, facilitando a população a buscar mais apoio judiciário para os muitos casos que a maioria sabe e se cala, por vários motivos.”