20081105

Reportagem 50- Bahia


A BAHIA ENFRENTA ALGUNS ASPECTOS DA CRISE INTERNACIONAL


A Bahia sente levemente o efeito da crise financeira mundial que começou nos Estados Unidos. E trouxe redução do financiamento, a variação do dólar prejudicou as exportações. O setor do agronegócio começa a demissão de funcionários
A Bahia é responsável por 59% da exportação Nordestina e os números mostram essa força. Em 2007 as exportações baianas passaram dos R$ 5 bilhões, Neste mesmo período em 2008 foram quase R$ 7 bilhões, há grandes possibilidades de, com a crise mundial, esse crescimento se repita no próximo ano.

Há exportadores, por causa do pessimismo da mídia no Brasil, que estão apreensivos. Na região Norte, onde a safra atual de frutas já foi vendida para Europa e Estado Unidos, há contratos, para o financiamento da próxima produção, que ainda não foram renovados pelos bancos, o que é normal acontecer. No setor de couros, a situação é delicada. Em alguns curtumes,houve contratos cancelados,com isso as exportações já foram reduzidas em 40%, e os produtores estão encontrando outros compradores para seu produto.

Lá fora a crise financeira é muito instável, mais no mercado interno, baiano, torcemos para que venha o tão desejado aquecimento que normalmente existe, mais se isso não acontecer a gente não tem como segurar toda essa imensidão de trabalhadores, prevê o diretor industrial João Carlos Lacerda.

Na região Sudoeste, responsável por 3% da produção nacional de café, os produtores esperam a situação se definir para fazer investimentos. 'As empresas estão encontrando dificuldades em levar seus produtos no mercado internacional por cauza da crise diz o cafeicultor Neviton Soares, mas se tem conseguido bons resultados. A produção de celulose no extremo sul do estado será 30 mil toneladas ámenos pela redução dos pedidos do mercado asiático. E com essa redução pode vir gerar, o que não é provável, uma crise por demição, afirma Ricardo Saback, a variação do dólar é o principal motivo de tanta instabilidade, mas os investimentos, segundo ele, devem continuar para fortalecer o mercado interno.

'Os nossos dois maiores parceiros, Europa e Estados Unidos, são o epicentro dessa crise, portanto a gente tem que trabalhar com um horizonte de diversificação de mercado para poder melhor colocar os nossos produtos', avalia Ricardo Saback.

Especialistas menos pessimistas definem o comércio mundial como uma grande chance para o comércio do Brasil, e mais especialmente, da Bahia. Enquanto muito torcem para desequilíbrios em nossa economia, os empresários mais sérios, não escondem o que fazem, e os resultados que estão obtendo com toda a situação internacional que está ao nosso redor.